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terça-feira, 13 de março de 2012

E o Cliente! Tem sempre Razão???


Mexendo em meu Twitter, me deparei com tal colocação "Não, eu não acho que todos os clientes tem razão, não acredito nesse papo de tapete vermelho. A negociação, a troca, dever ser boa para ambos." Essas sábias palavras são do querido @QuebreaBanca no entanto, por diversas vezes comungo do mesmo pensamento. Se é pre ser bom, tem que valer para as duas partes envolvidas, respeito, atenção e consideração, devem existir em todo momento. Há doze anos atendendo diversos clientes, não vejo outra verdade.

Em palestras, treinamentos, ou mesas redondas de discussão sobre o tema. Fica claro e berrante como empresários, diretores, gestores e toda uma cadeia de profissionais ou prestadores de serviços, defendem com unhas e dentes tal ideia, que provavelmente é mais antiga que os próprios manuscritos sagrados. O CLIENTE TEM SEMPRE RAZÃO! Com base nisto, acontece situações totalmente embaraçosas, onde o cliente faz valer o jargão e sempre sobra para o atendente.

Amigos, o cliente tem sempre razão, quando ele estar com razão e pronto! Sendo assim, você que está lendo este post agora deve ficar pensando, isso é um absurdo! Meus caros, toda regra detém sua exceção. Existem clientes que são uns amores, da vontade de levar pra casa, outros super complicados, mas, que estão certos em brigar por seus direitos. Agora, quem nunca se deparou com o famoso Relógio, aquele que toma todo o seu tempo, ou o Amigo do dono da empresa, sem falar no famoso Eu posso tudo, sou cliente e você tem que fazer o que eu quero, afinal sou eu quem paga seu salário.

Então eu pergunto, onde fica os direitos de quem está prestando o serviço ou vendendo um produto? Não tem? Quer dizer que só um dos lados é que tem todos os benefícios nesta relação? Help! Vamos pensar fora da caixa, e entender que o oposto do cliente também é gente! E muitas vezes está pronto para prestar aquele super atendimento e solucionar seus problemas, no minimo preste um pouco de respeito para com ele, pois, o mesmo está lá para ajudar e tornar sua vida mais fácil. Então retribua o respeito.

Não estou aqui levantando uma bandeira que o cliente não merece toda atenção! Longe disso, é em função dele que nosso trabalho existi. No entanto, justiça seja feita, em certos momentos é preciso jogar duro, uma vez que encontramos muitos que querem criar caso ou se aproveitar de certas situações. Também sou cliente, procuro valorizar quem me atende e resolve meus problemas, afinal, não dou aos outros o que não quero pra mim mesmo. Negociação boa é igual a uma via de mão dupla, tem que fluir para ambos os lados.

Postado por @AdeildoJunior_ veja mais http://adeildojr.blogspot.com/

sábado, 3 de setembro de 2011

Dez minutos em Redes Sociais pode ser uma eternidade!



Discursar aqui sobre a importância das Redes Sociais no Brasil ou até no mundo é um fator que não vai agregar a nada, uma vez que vocês, leitores, já devem ter lido muita coisa sobre isso nesses últimos anos. Eu mesmo já escrevi inúmeras vezes sobre esse assunto.
O que quero discutir com vocês aqui é a importância de se agir rapidamente quando algo acontece. É saber identificar uma “marolinha” hoje para que ela não vire um tsunami amanhã. Nas minhas aulas na Pós-graduação de Marketing da Faculdade Impacta de Tecnologia, sempre cito o caso do Sr. Osvaldo Borelli, que em janeiro de 2011 ficou muito famoso ao colocar um vídeo no YouTube e fazer um tweet do vídeo falando mal da marca Brastemp. O caso é antigo – afinal, tudo na web é muito rápido –, mas vale a pena o exemplo.
Será que se a Brastemp tivesse imediatamente identificado o caso – através de uma boa ferramenta, estratégia e ação de monitoramento –, ela teria sido Trend Topics no mundo? A Brastemp deveria ter identificado e cuidado do Sr. Borelli no momento do primeiro tweet. E rápido! Ok, é fácil falar de fora, depois que aconteceu, mas é um exemplo que ilustra bem o que eu quero passar neste artigo.
Outro dia, algo aconteceu comigo. Fui em uma gráfica tirar xerox de 25 páginas de um material para eu dar uma aula. A gráfica me cobrou uma grana altíssima para tirar a xérox, porque tinha que desmontar o material (mentira!!!), daí voltei para a agência que eu estava na época e a secretária tirou as 25 xérox para mim em 20 minutos. Muito p da vida, entrei no meu Twitter (@plannerfelipe) e tuitei falando mal da marca e indignação.
Cerca de uma hora e quinze minutos depois, uma atendente da gráfica me mandou um tweet dizendo ser uma pessoa da gráfica, que cuidava das Redes Sociais e que poderia me ajudar. Agradeci, claro, mas disse: “olha, isso ocorreu há uma hora e quinze minutos. Eu já resolvi meu problema”.
Talvez, se dois minutos depois que eu tivesse feito o tweet, essa pessoa entrasse em contato comigo, eu poderia até relevar e fazer o trabalho com eles, desde que fosse um preço justo. Mas depois de uma hora, eu já tinha resolvido meu problema. E assim como aconteceu comigo, acontece com outras pessoas. Se o “João” publica no seu Facebook que o restaurante “XYZ” está demorando na entrega dos pratos e que ele vai embora, do que adianta o restaurante falar com ele às 16h? Ele já se frustrou, já foi embora e o restaurante perdeu o cliente. Talvez, para sempre.
Alguém pode dizer: “mas, pelo menos o restaurante falou com essa pessoa. Tem uns que nem falam”. Concordo, mas será que vai reverter a imagem? Depende da abordagem, pode ser que sim, e sou a favor dessa ação, desse relacionamento, mas sou mais a favor ainda se ela acontece no momento da crítica.
O que muitas, mas muitas mesmo, marcas não entenderam é que Redes Sociais são canais de relacionamento. Relacionamento é pautado em confiança e troca de informações, de conversas. Quem vai querer conversar com um amigo que só fica falando que é o bom, é o melhor e que quando você, às 9h da manhã, diz “bom dia”, ele te responde às 14h30?
Em resumo: Cliente falou, reclamou, elogiou, criticou? A marca tem dez minutos para avaliar a mensagem e achar a resposta. Achou, responda diretamente para o cliente e no mesmo canal que o consumidor falou. Não acredite que um tweet não tem relevância porque tem. O Sr. Borelli tinha 700 seguidores no Twitter e fez a Brastemp ser Trend Topics (negativamente) no mundo!
Na web tudo acontece rápido, de ontem para hoje. As marcas têm que acompanhar a velocidade, pois o consumidor já está acompanhando há tempos.


   Material Extraído do Blogmidia8.com 
      http://www.blogmidia8.com/

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Maceió será Palco do Digital Marketing 2.0



Com a velocidade do desenvolvimento os estudantes e profissionais precisam conhecer e entrar no mundo digital. Para os adeptos e fãs deste universo, o Digital Marketing 2.0 acontecerá nos dias 23 a 24 de Setembro, no Auditório do Colégio Contato.

O evento tem o objetivo de tirar todas as dúvidas e permitir a inserção de todos os expectadores no Marketing Digital e Mídias Sociais. Essa nova tendência ao relacionamento 2.0 é o grande feeling do momento, permitindo que cada usuário conheça os fundamentos e práticas dessa evolução digital.

Aos profissionais de Marketing e Empresários o evento trará grandes surpresas, vocês irão conhecer o poder do Marketing Digital e todas as ferramentas e resultados que ele pode trazer. A eficiente troca de informações com os clientes é um dos diferenciais dos profissionais de sucesso, sem falar das ações de “crowdsourcing”. Participe, será imperdível!

O Digital Marketing 2.0 é um evento da ONIS Comunicação & Marketing com o apoio da FAN-FGV. O evento tem grande perspectiva de publico, esperando uma média de 300 participantes, sendo eles: Profissionais, Graduandos e interessados por Marketing Digital.

A grade de palestrantes está muito interessante: Rodrigo Sávio Planner da Onis Comunicação e Marketing com sede em Brasília. Thales Brandão Editor Executivo do Portal de Conteúdo Cidade Marketing. Gabriel Leite sócio-diretor da agência digital Mentes Digitais. Ronaldo Araujo editor do blog Cibercultura Alagoana. João Kepler CEO do Show de Ingressos. Ana Brígida Farias produtora, consultora e assessora de estilo. Welton Roberto Advogado e Conselheiro Federal da OAB. Igor Senra CEO do MoIP Pagamentos e Eduardo Ferreira Administrador de Empresas.

Serviços:
Onde: Auditório do Colégio Contato
Quando: 23 a 24 de Setembro

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

As Empresas brasileiras na gestão das Redes Sociais.


Segundo pesquisa, 45,1% das organizações consideram a falta de um processo automatizado como obstáculo para apostar nas redes sociais.
A Orbium, empresa especializada no desenvolvimento e na comercialização de softwares para Contact Center, acaba de divulgar uma prévia da pesquisa “CRM e Redes Sociais”, realizada com 156 companhias no País com o objetivo de identificar seus anseios e metas em relação à gestão da marca/produtos nas mídias sociais.
O levantamento foi conduzido entre os dias 5 e 19 de agosto e abordou organizações de diversos segmentos, com representantes dos setores de serviços, financeiro, tecnologia, comunicação, varejo, benefícios, transportes, automotivo, seguros, imóveis, utilidades, indústria, call center  e telecom.
Do total de empresas consultadas pela Orbium, 70,4% disseram que pretendem investir em ações nas redes sociais imediatamente, enquanto 22,5% têm intenção de apostar nesse nicho, mas não a curto prazo. A minoria, representada por 7,1% dos entrevistados, garante que não tem interesse em investir nessas mídias.
Quando questionadas se já realizaram monitoramento de suas marcas nas redes sociais, 57,1% responderam que sim, de forma manual, e 22,9% já o fizeram de forma automatizada. Nesse contexto, 52,1% das organizações entrevistadas consideram muito importante o monitoramento de sua imagem na internet, 43,7% classificam como importante e apenas 4,2% acreditam que esse trabalho seja irrelevante.
Além disso, 47,9% das empresas pesquisadas disseram que realizam ou já realizaram campanhas nas redes sociais e 42,3% afirmaram que nunca fizeram, mas possuem interesse. Somente 9,8% das companhias consultadas responderam que não promoveram ações nas redes sociais e que iniciativas dessa natureza não constam de seus planos. Sobre a possibilidade das redes sociais gerarem insights para as empresas, 53,5% das entrevistadas acreditam que elas podem sim contribuir com o negócio.
A Orbium também perguntou como as empresas percebem a interação de redes sociais com o CRM. Os dados mostram que 48,6% das organizações consultadas acreditam ser muito importante integrar o conteúdo das mídias sociais com o CRM. Outros 48,6% disseram que consideram importante, mas não a prioridade para seu negócio. Apenas 2,8% afirmaram ser irrelevante essa interação.
Benefícios
A pesquisa também questionou as empresas sobre os benefícios do investimento em redes sociais. A pergunta oferecia a possibilidade de marcar mais de uma alternativa. Os resultados apontam que 73,2% das companhias entrevistadas acreditam ser possível detectar e resolver problemas de consumidores por meio dessas ferramentas. Já 71,8% das organizações consultadas afirmaram que as mídias sociais possibilitam analisar de que forma a marca é percebida. Outro objetivo, assinalado por 54,9% das companhias pesquisadas, é a de utilizar essas mídias para acompanhar ações da concorrência. Além disso, 52,1% dos respondentes disseram ser possível analisar a repercussão das publicações de imprensa sobre a empresa e 46,5% afirmaram que as redes sociais também permitem reconhecer promotores e detratores da marca.
Obstáculos
Por meio do levantamento, a Orbium ainda procurou identificar possíveis obstáculos para que as companhias apostem em monitoramento nas redes sociais. A questão permitia ao entrevistado assinalar mais de uma alternativa. A amostra aponta que 45,1% das organizações pesquisadas consideram a falta de um processo automatizado como empecilho. Já 32,4% das empresas alegaram falta de verba para investir nessa área. Os resultados também indicam que 21,1% dos respondentes acreditam que haja falta de mão-de-obra especializada para exercer a função e 15,5% consideram que ainda há falta de conhecimento sobre o assunto. Curiosamente, 33,8% das empresas entrevistadas afirmaram que não enxergam nenhum obstáculo para que invistam nas mídias sociais. “O fato de os entrevistados terem sido, na grande maioria dos casos, os presidentes e diretores das empresas pode explicar esse dado, já que profissionais destes cargos possuem a visão total do negócio e talvez por isso não enxerguem obstáculos. Quando a abordagem é com a equipe operacional, que tem visão parcial do negócio, é notável a preocupação com os obstáculos e com disponibilidade para investimento” diz Clarice Kobayashi, vice-presidente de marketing e estratégia de negócios da Orbium.

  Material Extraído do Blogmidia8.com 
     http://www.blogmidia8.com/

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Alavancagem ameaça credibilidade dos sites de compras coletivas!


 Estratégias conhecidas no mercado financeiro como “alavancagem” e que foram em grande parte, responsáveis pela crise econômica de 2008, estão ameaçando a credibilidade dos sites de compras coletivas no Brasil. Estas operações lesam os consumidores, geram queixas e jogam por água abaixo um modelo de negócio de muito sucesso  mundo afora.
O grande objetivo de qualquer promoção em um site de compras coletivas deve ser o de divulgação do serviço ou produto que é foco da promoção. O lucro é um fator que não entra nessa etapa da campanha. O objetivo é o de atrair novos clientes e fidelizá-los para que se tornem clientes recorrentes. Ao menos deveria ser a idéia.
As promoções em sites de compras coletivas, dependendo dos termos do contrato, geram uma grande receita em um primeiro momento. Muitos anunciantes se sentem tentados por esse “caixa imediato” as vezes até para fugir de empréstimos bancários com juros exorbitantes como os praticados no Brasil. Ignorância ou providencial cegueira é que essas operações de caixa custam bem mais caro que um empréstimo bancário, mesmo em condições absurdas.
Entre as promoções mais habituais, como as de estadias em hotéis e tratamentos de estética, o índice de reclamações junto a órgãos de defesa do consumidor e sites de reclamações como o Reclame Aqui, tem sido os mais expressivos. Culpa de quem?

Agenciadores de ofertas despreparados

Os sites de compras coletivas tem dado muito espaço para promoções que não resistem a uma simples simulação em uma maquina de calcular. Como pode uma pousada com 30 quartos, taxa de ocupação de 60% e margem de 70% sobre os custos operacionais, se expor a uma venda potencial de 2.000 hospedagens a serem entregues em 180 dias. É simplesmente uma aposta no escuro. Se todos os compradores da oferta exercerem seus direitos, o resultado será uma taxa de ocupação de aproximadamente 80% nos próximos seis meses e uma receita 50% menor. Se a promoção for séria, o resultado é um fiasco que poderá comprometer seriamente as finanças do estabelecimento. Em nosso curso de criação de sites de compras coletivas sempre chamamos a atenção para esse tipo de problema porque ele pode comprometer seriamente a credibilidade de um site.
O que queremos demonstrar com esse exercício de matemática é que se o anunciante não tiver uma exata noção do negócio, corre o risco de ficar inadimplente, justamente com o público que ele tentava conquistar. Resultado; o remédio que mata. O que deveria funcionar como oxigenação para novos negócios através da atração de novos clientes, acaba se transformando em uma situação de marketing negativo e com alto teor de destruição, uma vez que experiências ruins tendem a ter rápida propagação nas mídias sociais, principal canal de divulgação dos sites de compras coletivas.
O profissional que agencia os anunciantes deve ter como foco a verdadeira proposta dessa nova mídia que se chamasites de descontos. O produto não deve ser vendido como uma chance de “fazer dinheiro” a curto prazo e sim como uma forma inovadora e eficiente de captação de novos cliente através de uma ação de marketing digital. Isso é a essência de um site de descontos.

A alavancagem e seus custos

Os anunciantes mal orientados, e muitas vezes, mal intencionados, acham que a oferta em um site de compras coletivas é a chance de faturar um bom dinheiro sem ter que prestar o serviço imediatamente. O resultado é que a necessidade de caixa faz com que a imagem do estabelecimento seja seriamente prejudicada diante de um eventual colapso dos serviços em função de uma demanda por produtos ou serviços que não pode ser satisfeita de forma correta e dentro dos padrões de qualidade necessários. Muitas vezes o estabelecimento não tem a logística necessária para atender a demanda que uma campanha dessas pode gerar. Uma pizzaria acostumada a vender 150 pizzas por noite, não pode pular de uma hora para outra para uma demanda de 300 pizzas sem prejuízo da qualidade no atendimento ou do serviço.
O empreendedor consciente, sabe que não existe necessidade de caixa que justifique o desgaste da imagem do estabelecimento e muito menos um buzz negativo nas redes sociais. Por isso, muito cuidado na hora de contratar uma campanha em sites de compras coletivas, pois o resultado pode ser uma enxurrada de reclamações.
Se você é prudente em seus negócios no mundo físico, por que ser temerário no mundo virtual? Fazer caixa com compras coletivas é suicídio. Reflita e deixe seu comentário.

 *Material extraído do Blog do E-Commerce. 

domingo, 21 de agosto de 2011

Vários nomes, uma intenção: traçar os perfis na rede!




Por @Ronaldfar  

Você já deve ter ouvido falar de web etnografia, netnografia, etnografia virtual, etnografia digital, ciberetnografia e similares. Embora tenhamos várias expressões e bases conceituais, podemos dizer a grosso modo que se trata da aplicação das categorias de análise da etnografia (método da antropologia baseado na observação do sujeito e grupos sociais) no contexto digital.

Por meio da etnografia busca-se a identificação e análise dos hábitos e costumes de determinadas comunidades para compreensão de aspectos sócio-culturais que se estabelecem em suas relações. Pensar uma abordagem assim no contexto do uso da internet oferece um potencial para os estudos em estratégias de marketing digital.

A abordagem etnográfica na web tem como objetivo traçar o perfil dos usuários na rede e entender, por exemplo, o comportamento do consumidor na web, interagir com ele enquanto está online e coletar informações sobre sua relação com o ambiente digital, compreendendo suas ações e as mudanças que surgem durante o tempo que ele passa conectado. 

Assim, dentre as várias possibilidades, temos condições de compreender o perfil dos consumidores online e quais os impactos esta interação tem na sua vida; conhecer o que ele faz quando está conectado e assim definir estratégias de mídia e Cross-mídia; identificar quais conteúdos e campanhas online e off-line atraem mais o seu público-alvo; e segmentar os consumidores online por perfis.

As empresas que têm conseguido bons resultados de ações e campanhas nas mídias sociais são aquelas que melhor entenderam seus clientes. 


Mestre em Ciência da Informação (UFMG). 
Professor de Tecnologia da Informação (UFAL).
Blogueiro e Pesquisador de Cibercultura.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A classe C na web!


A classe C é, sem dúvida, a maior responsável pelo crescimento da Internet nos últimos três anos. Se em 2007 o Brasil possuía 37 milhões de usuários, em 2010 devemos fechar com aproximadamente 75 milhões, ou seja, o dobro de usuários em apenas três anos. Muito se deve à entrada das classes de baixa renda, CDE, na web nesse período. Mas o mercado deve agradecer; aliás, ficar de olho na classe predominante do Brasil, a classe C, responsável por 51% da população nacional, algo em torno de 100 milhões de pessoas.
Graças a esse número é que uma quantidade enorme de marcas começa a mirar a classe C. Também, não é para menos; com a estabilidade da economia brasileira, a classe C começou a comprar mais e melhor. Não está mais atrás do preço mais barato, e sim da parcela que cabe em seu bolso. Não está mais atrás de qualquer produto, ela quer qualidade, quer ser bem-atendida e exclusividade. Assim como as classes AB, a classe C também quer entrar em uma loja e ser bem-tratada, quer ter produtos de qualidade e seus membros querem mostrar sua ascensão financeira através desses produtos dentro de sua comunidade.
Sociabilidade é um conceito presente nessa classe. Há tempos que a população mais humilde se ajuda na sua comunidade; entendemos a comunidade aqui como a rua onde moram, bairro ou mesmo o clube em comum que frequentam.  As pessoas comunicam sobre vagas de emprego, promoções em lojas, receitas de bolo, festa do vizinho, filmes, enfim trocam informações diariamente, repito, há tempos.
Esse comportamento é repetido na Internet. Por isso, a classe C é a mais ativa nas Redes Sociais, e acredita-se que é por causa dessa classe que o Facebook, maior Rede Social do mundo, tem 30% de cadastrados ao lado do Orkut: são 30 milhões no Orkut frente 10 milhões no Facebook. O Orkut, por ter sido o pioneiro e mais simples, é hoje o preferido pelas classes mais baixas; prova disso é que 90% dos acessos feitos em lan houses são no Orkut.
O poder econômico da classe C está levando ao seu aumento de consumo, e esse comportamento também está migrando para a web. Em 2009, dos 17 milhões de pessoas que compraram na web, 42% delas foram da classe C — que não estão comprando livros; estão comprando eletrodomésticos e eletrônicos, produtos que estão acima dos R$ 1.000,00. Isso se deve ao fato de que a classe C está se acostumando a comprar, por isso ainda se sente constrangida em entrar em lojas para comprar um produto em várias vezes e acredita que comprar na Casas Bahia é “coisa de pobre”. Além disso, comprar pela web dá a impressão de a pessoa ser “antenada”, o que lhe dá status de liderança na comunidade — isso é levado muito a sério pelas pessoas: “sou formador de opinião”.
Em resumo, esses comportamentos estão sendo potencializados pela web. Aquela velha (mas atual) frase, que a propaganda boca a boca é a melhor propaganda e que se antes uma pessoa influenciava 10 pessoas e hoje influencia 1.000, é verdadeira. A Internet está ajudando no consumo da classe C, está fazendo com que ela se relacione mais com outras pessoas e que possa influenciá-las no consumo.
Hoje, a classe C não vive mais sem a Internet e cada vez mais as classes DE se transformaram em classe C, fazendo com que a Internet cresça e, com isso, cresçam as vendas também.
Para saber mais sobre a classe C na web, acesse o link http://migre.me/2aJgE e veja o estudo que o curso de Pós-Graduação de Marketing Digital da Faculdade Impacta de Tecnologia montou.

*Material extraído do Blog@Midia8 

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Orkut reina absoluto entre as redes sociais no Brasil.

Por Cleyton Carlos Torres, jornalista e blogueiro. 


A 111ª edição da Pesquisa CNT/Sensus (confira o PDF) impressiona com alguns dados, tanto positivamente quanto negativamente. Segundo a pesquisa, 64,5% dos entrevistados têm uma conta cadastrada na rede social do Google, o Orkut. Pouco mais de 37% estão no Facebook e apenas 30% afirmam ser usuários da rede social de microblogs, o Twitter. 

Quando todos falam no altíssimo crescimento vertiginoso no número de usuários brasileiros na rede social de Mark Zuckerberg, é preciso parar e olhar mais firmemente, pois o Orkut ainda reina absoluto no país. Pode ter caído no gosto das empresas e dos usuários mais assíduos, mas a rede social "popular e bagunçada", como muitos afirmam, é preferência nacional. Até o Google afirmou que a rede não para de crescer no Brasil. 

Outro dado importantíssimo é sobre o Twitter. Em uma análise vista de baixo para cima e até meio óbvia, mais de 75% dos entrevistados não possuem Twitter. Isso é fundamental quando algum guru de social media for afirmar que se constroem revoluções em 140 caracteres, ainda mais no Brasil, onde a maioria absoluta nem acesso ao serviço se propôs a fazê-lo.

Sobre a leitura de blogs de notícias, quase 40% afirmou que sempre lê tais veículos. Um número alto e bom para a blogosfera brasileira. Cerca de 30% disse ler às vezes e 28,9% mencionou que não lê. O que podemos analisar? Temos 40% do mercado, falta descobrir como fidelizar os outros 30% que acessam sem regularidade e, principalmente, os 28% que nunca acessam . É um mercado promissor. 

Porém o dado que mais impressiona é quanto ao acesso à internet. Pouco mais de 21% afirmou acessar de casa, 17,6% acessa de casa e também no trabalho, apenas 3,4% usa apenas no trabalho e 19,2% não tem acesso, mas pretende ter em até 12 meses. O dado mais sério é quanto aos que não possuem e nem querem ter acesso à rede mundial de computadores: 35,9% afirmou isso. Onde esse povo acha que vai viver? 

A frequência com que os usuários entrevistados usam a internet também é alta. Cerca de 60% disse usar diariamente a rede, 23% alguns dias por semana, 4% alguns dias por mês e quase 10% usa raramente. É um número alto os que usam, mas um número significativo os que não acessam a rede como um costume cotidiano comum. Internet não é uma vida paralela, mas é um instrumento fundamental para vivermos no mundo atual, seja como entretenimento, estudos ou trabalho.


*Material extraído do Blog @Midia8  http://www.blogmidia8.com/